A Ordem dos Músicos do Brasil existe desde a década de 1960. Na memória recente de quem se deparou com matérias sobre a instituição em veículos da imprensa escrita (Carta Capital, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, etc.), os seguintes temas são recorrentes sobre a instituição: ausência de democracia interna, perseguição de opositores, descrédito por parte dos artistas, acusações de práticas ilegais, dentre outros. Não se está dizendo aqui que tudo isso seja verdade. O fato é que esses temas vinculam-se ao noticiário sobre a instituição. Em função disso, algumas pessoas resolveram criar uma associação. O móvel presente em sua criação foi o seguinte raciocínio: se esse quadro retratado na imprensa é real, muitas ilegalidades estão sendo cometidas e isso deriva do fato de que não houve controle social sobre a atuação da OMB ao longo dos anos. Nasce, então, a Associação dos Artistas da Música com a pretensão de fiscalizar a OMB e proteger seus associados contra eventuais práticas ilegais da instituição. A associação está ciente de que há um movimento crescente contra a OMB, no entanto, não pretende substituir esse movimento ou se confundir com o mesmo. Há a luta política contra a OMB. De um lado, pessoas que são a favor de reformas na instituição, que objetivam, inclusive, ocupar cargos em sua estrutura para promover essas mudanças, e há quem simplesmente defenda sua extinção. Ambas as posições são legítimas, mas não se confundem com a atuação da associação. No entanto, não deixaremos de opinar sobre eventuais propostas legislativas que intentem reformar a OMB, sem, entretanto, esquecer nosso papel: dedicar-se ao escrutínio da OMB através do binômio legalidade/ ilegalidade. |
O que é? |